29/07/2026 12:00
As pró-reitorias de Extensão, de Graduação e de Pesquisa e de Pós-graduação da PUC Minas promovem, de 28 a 30 de julho, o Período de Avaliação e Planejamento do 2º semestre de 2026. O primeiro dia de atividades foi realizado no auditório do Museu de Ciências Naturais, com a presença dos docentes da Universidade.
A abertura dos trabalhos ficou a cargo do Prof. Dr. Martinho Campolina Rebello Horta, pró-reitor de Pesquisa e de Pós-graduação, que conduziu a reunião geral dos docentes dos programas de pós-graduação stricto sensu. Na palestra Da identidade ao impacto: desafios e oportunidades dos Programas de Pós-graduação na Avaliação Quadrienal 2025-2028, ele fez uma breve contextualização sobre o cenário da pesquisa nacional e resgatou alguns dados relevantes sobre o último ciclo avaliativo, referente ao período de 2021 a 2024.
Ele destacou que existem 4.555 programas de pós-graduação no Brasil. A maioria está concentrada na região Sudeste, seguida pela região Nordeste, como resultado de um movimento planejado pela Capes para expandir essa modalidade às demais regiões do país. A Universidade de São Paulo (USP) lidera o ranking quantitativo de programas, com mais de 250. A PUC Minas ocupa a 71ª posição geral e é a 7ª entre as universidades privadas, com 15 programas.
Destes, três programas foram avaliados com nota 6 (Direito, Letras e Relações Internacionais), seis possuem nota 5 (Administração, Ciências da Religião, Geografia, Informática, Odontologia e Psicologia), cinco possuem nota 4 (Biodiversidade e Meio Ambiente, Ciências Sociais, Comunicação Social, Educação e Engenharia Mecânica) e o programa de Teologia Prática possui nota 3, considerada a "nota de saída", já que está em sua primeira avaliação.
Ele observou que entre as sete Pontifícias Universidades Católicas Brasileiras – PUC Campinas, PUC Goiás, PUC Minas, PUCPR, PUC-Rio, PUCRS e PUC-SP –, são ofertados 129 programas de pós-graduação. Nenhum deles é avaliado com notas 1 ou 2 e 65% apresentam nota 5 ou superior. "As PUCs são muito bem avaliadas dentro do Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG), o que é muito relevante e inspirador", afirmou.
Em seguida, o pró-reitor de Pesquisa e de Pós-graduação apresentou os novos parâmetros de avaliação para o ciclo 2025-2028, que contemplam três dimensões: Programa (identidade e condições de funcionamento, autoavaliação e planejamento estratégico), Formação e Produção Intelectual (qualidade de teses e dissertações, destino e atuação de egressos, produção intelectual e atividades de pesquisa) e Impacto (inserção, visibilidade e popularização da ciência; inovação, transferência e compartilhamento de conhecimento; impactos do programa sobre a sociedade). "Esse novo paradigma de avaliação tem grande foco no impacto. O novo modelo demanda que cada Programa defina sua identidade e, a partir do uso qualificado dos recursos disponíveis, gere produtos, sobretudo a formação de pessoas altamente qualificadas e a produção de conhecimento. Entretanto, cabe também aos Programas assegurar que os produtos gerados promovam impacto relevante e mensurável na sociedade. A PUC Minas apresenta, como característica histórica, essa excelência em impactar a sociedade. O que temos de fazer é nos organizar, cada vez mais, para compreender como iremos mensurar e relatar, com qualidade, o impacto gerado por nossos Programas", explicou.
Martinho lembrou que, para elucidar esse novo paradigma e nortear a comunidade docente, a Proppg lançou no último semestre, em parceria com a Secretaria de Comunicação (Secom), o Mapa Estratégico da Pós-graduação Stricto Sensu. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Comunicação (Secom), o documento tem o objetivo de orientar os coordenadores e docentes dos programas de pós-graduação da Universidade sobre as novas diretrizes de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação do Ministério da Educação (MEC) responsável pela expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu no Brasil.
Ele também anunciou que a PUC Minas aderiu ao Programa de Governança Colaborativa de Informações da Pós-Graduação (GoPG), iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) que tem como finalidade viabilizar ações relacionadas à interoperabilidade entre sistemas acadêmicos, científicos, tecnológicos e de inovação, no que diz respeito às informações relacionadas à pós-graduação, à disponibilização de ferramentas de gestão da informação e à definição de padrões e serviços, em observância ao controle e à proteção dos dados envolvidos no processo. Por enquanto, 117 IES já aderiram ao programa.