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Desastre em Mariana: 1 ano de lama, negligência, resistência e luta

Um ano da tragédia ambiental no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, região central do Estado, completado no último sábado, 5 de novembro, será relembrado e discutido na PUC Minas nesta segunda-feira, 7, com exposição de fotografias, lançamento de livro e conferência.

Às 18h, está programado o lançamento do livro do Grupo de estudos Multidisciplinar da PUC Minas Mineração e Correlatos, intitulado Mineração e Sociedade: abordagens multidisciplinares sobre desafios e urgências à luz da tragédia da Bacia do Rio Doce, pela Editora PUC Minas. O lançamento será no Espaço Cultura e Fé (prédio 7), Campus Coração Eucarístico. No mesmo horário e local será aberta a exposição de fotografias LAMAntável, de autoria dos professores da PUC Minas Miguel Ângelo Andrade, chefe do Departamento de Ciências Biológicas, e Ricardo Ribeiro.

Às 19h, no Teatro João Paulo II (prédio 30), Campus Coração Eucarístico, haverá a conferência Mineração, Dignidade Humana e o Cuidado com a Casa Comum: lições da justiça nos trilhos e da tragédia anunciada de Mariana, com o padre Dario Bossi. A abertura terá a presença do reitor da PUC Minas e bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, professor Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, estudantes, professores e representantes dos movimentos de atingidos pela mineração.

O padre Dario Bossi é missionário comboniano. Nasceu em Samarate, pequena cidade de 15 mil habitantes na região da Lombardia, fronteira com a Suíça, no norte da Itália. Para lutar pela causa socioambiental no Brasil, chegou ao Maranhão em 2007 e se engajou na defesa de comunidades afetadas pela extração mineral.

O padre Dario se estabeleceu em Açailândia, no bairro Piquiá de Baixo, de onde ajudou a fundar e atua em movimentos sociais de apoio às comunidades atingidas pela mineração, ao longo da estrada de ferro Carajás.

Em contato direto com pequenos agricultores, jovens missionários, estudantes, pesquisadores e defensores de direitos humanos, padre Dario conseguiu articular movimentos sociais e reunir academia, padres, ambientalistas e operários de indústrias siderúrgicas. Através da Rede Justiça nos Trilhos, ele integra a Rede Brasileira de Justiça Ambiental e o Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração que discute em Brasília ajustes para o novo código da mineração. Atua também no movimento Iglesias y Mineria (Igreja e Mineração), articulando povos em luta por toda a América Latina.