Projeto Trabalha Educação Financeira e Empreendedorismo para Recuperandos da APAC Betim à Luz dos Princípios da Economia de Francisco e Clara

O mais recente edital da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da PUC Minas aprovou o projeto "Educação Financeira e Empreendedorismo para Recuperandos da APAC Betim à Luz dos Princípios da Economia de Francisco e Clara". Trabalho conjunto Praça da Liberdade e Coreu. Vale lembrar que uma APAC é a sigla de Associação de Proteção e Assistência aos Condenados. O grupo responsável pelo trabalho é composto pelos professores Pedro Augusto Xavier e Luiz Amaro Lanari, ambos do ICEG; pela estagiária de extensão Sara Marques Ferreira; e por Iamila Maria Prado Resende, ex-aluna de graduação e mestrado do ICEG/PPGA. A professora Marilene Gomes Durães, coordenadora do Curso de Direito de Betim, também participou ativamente do desenvolvimento do projeto.

O plano elaborado pretende promover uma economia pautada na justiça social, que reconheça as diversidades, criando redes entre movimentos sociais a partir dos princípios da economia solidaria, sustentável, democrática e fraterna. A base dos princípios da economia de Francisco e Clara, que orienta todo o projeto, pretende contribuir com a diminuição de desigualdades sociais para uma população excluída da sociedade, os encarcerados e suas famílias.  "Por meio da promoção da educação financeira e empreendedorismo social queremos construir mecanismos de geração de renda que fortaleçam a cooperação, a associação e a autogestão", explica o prof. Pedro Xavier.

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Em sentido horário, Pedro Xavier, Sara Ferreira, Iamila Resende e Marilene Durães

Neste sentido, a ideia da iniciativa aprovada pela PROEX é levar a educação financeira e o empreendedorismo social para os recuperandos da APAC Betim e seus familiares, promovendo a humanização das prisões sem perder de vista a finalidade punitiva da pena. "O que se busca é evitar a reincidência no crime, oferecendo alternativas reais de recuperação para o condenado", relata o prof. Luiz Lanari.

A atual realidade das periferias – lugar em que está concentrado grande parte do público de extrema vulnerabilidade social e que é a principal origem das famílias dos encarcerados no Brasil - faz com que seja necessária a construção de novos caminhos para uma reestruturação social sustentável. Tal caminho deve também contemplar uma melhor relação das pessoas com o dinheiro. Os movimentos sociais contribuem para a criação de alternativas de futuro baseado na honestidade e legalidade, cooperativismo e associativismo, auxiliando comunidades destas periferias, minimizando a desigualdade de renda e a promovendo a diminuição da criminalidade.

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Prof. Luiz Amaro Lanari, coordenador do projeto

Assim esse projeto tem como meta essencial promover a justiça social, reconhecendo as diversidades e criando redes entre os movimentos sociais a partir dos princípios de uma nova economia baseada em valores como solidariedade, sustentabilidade, democracia e fraternidade. "Os recuperandos da Apac Betim e suas famílias irão aprender como ganhar, gastar e investir dinheiro para - por meio do empreendedorismo social e junto com agentes de extensão - encontrar alternativas para geração de renda familiar e pessoal nas APACs e lugares onde vivem suas famílias. Tudo isto, estamos seguros, fortalecerá a cooperação e a associação, quebrando as barreiras sociais, econômicas e democráticas existentes", arremata o prof. Pedro Xavier.

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