10/08/2022 11:00

 Reitoria da PUC Minas se une às diversas instituições em defesa da democracia

 

A Reitoria da PUC Minas divulgou nesta terça-feira, 9, mensagem à comunidade universitária em defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito. O comunicado faz coro às milhares de vozes de variados segmentos que vêm ecoando em defesa destes valores no país, com manifestações marcadas para este dia 11 de agosto, Dia do Advogado.

 O comunicado destaca que "o pavor da democracia é o medo agônico da liberdade como valor fundamental e das pluralidades que ela suscita e que tornam as sociedades mais fortes e humanizadas, por que menos bárbaras". E assinala que "é hora, acima de tudo, de trazer de volta à cena o Brasil da gentileza, da solidariedade, da justiça, da paz e da alegria de viver".

Leia, abaixo, a íntegra do comunicado:

A defesa fundamental da democracia

A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, no estrito cumprimento de seu dever de formar e educar, faz coro, neste marcante e histórico dia 11 de agosto, às muitas centenas de milhares de vozes dos mais variados setores da vida nacional, que neste momento bradam em favor da democracia e da irremovível defesa do Estado Democrático de Direito.

Unimo-nos em fé, razão e afeto aos que clamam pela defesa das liberdades individuais e coletivas; à defesa dos brasileiros e brasileiras empobrecidos, famintos, que vivem na miséria; e à construção de um novo e verdadeiro republicanismo, que perceba o Estado como promotor do bem comum de um povo livre, numa sociedade justa, pois democracia é direito a eleições livres, diretas, periódicas, em todos os níveis e, igualmente, direito a emprego, moradia, alimentação, saúde e educação, segurança, cultura, e também direito à liberdade religiosa e ao Estado laico, à vida em todas as suas fases.

É urgente, portanto, defender no Brasil a liberdade de expressão; os ritos próprios dos processos eleitorais, reconhecidos internacionalmente pela sua eficiência e transparência; defender a plenitude das Instituições, que são o porto seguro, onde devem desembocar as divergências, dissensos e conflitos, tão próprios da vida democrática.

O ódio à democracia é o ódio à diversidade, constitutiva da nossa identidade nacional, à inteligência e à dignidade humana. O pavor da democracia é o medo agônico da liberdade como valor fundamental e das pluralidades que ela suscita e que tornam as sociedades mais fortes e humanizadas, por que menos bárbaras.

Que trabalhemos todos, diuturnamente, iluminados pelo entendimento da política como arte do encontro e como a mais alta forma de caridade, como tem nos ensinado o Papa Francisco.  É hora, acima de tudo, de trazer de volta à cena o Brasil da gentileza, da solidariedade, da justiça, da paz e da alegria de viver.

Professor Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães

Reitor da PUC Minas

Bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte