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06/05/2022 09:00

Belo Horizonte acaba de receber um grupo de ucranianos refugiados da guerra entre Rússia e Ucrânia que, desde que começou, já deixou muita destruição no país do Leste Europeu e resultou na fuga de milhares de famílias para outros territórios. O  desembarque de quatro famílias ocorreu no último dia 30 de abril, no Aeroporto de Confins, Região Metropolitana da capital.

Ao chegar no país de destino, principalmente aqueles fora da Europa, a língua é mais uma das inúmeras barreiras que precisam ser vencidas pelos refugiados. Por meio de um estreito diálogo e parceria com a Global Kingdom Partnership Network (GKPN), uma rede global de parcerias que une grandes igrejas cristãs da atualidade, o projeto de extensão LER – Leitura e Escrita com Refugiados e Migrantes, do Programa de Pós-Graduação em Letras da PUC Minas, irá acolher e oferecer oficinas de Português como Língua de Acolhimento para ucranianos.

"A parceria interinstitucional da GKPN com a PUC Minas será legalmente formalizada com a Igreja Batista Central de Belo Horizonte,  localizada no bairro Luxemburgo", explica a professora Sandra Maria Silva Cavalcante, coordenadora do projeto, juntamente com a professora Josiane Andrade Militão. A expectativa é de que mais ucranianos possam desembarcar na capital mineira nos próximos dias.

Ação extensionista de caráter humanitário, o Projeto LER se configura como uma comunidade intercultural de aprendizagem que busca contribuir para o exercício da autonomia pessoal, da integração e da emancipação social de refugiados e migrantes que, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), encontram-se em situação de vulnerabilidade.  Por meio de ações de educação, arte e cultura, desenvolve, no processo de aprendizagem da Língua Portuguesa, habilidades linguístico-discursivas e socioemocionais implicadas no exercício da cidadania dos seus participantes. Em sua origem, em 2018, participavam hatianos e venezuelanos e, nos dias atuais, o projeto acolhe 15 nacionalidades. No decorrer de seu percurso, atendeu a mais de 500 beneficiários diretos.

O projeto integra as ações de duas cátedras internacionais, a Cátedra Camões (Cespuc/Instituto Camões) e a Cátedra Sérgio Vieira de Mello (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados -Acnur), ambas sediadas na PUC Minas.

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