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 04/04/2024 11:00

A PUC Minas, atenta ao avanço da epidemia da dengue no Brasil, sensibiliza a comunidade universitária sobre a necessidade de intensificar o combate à proliferação do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti – o mesmo de outras doenças infecciosas como a febre amarela, a zika e a chikungunya.

A Universidade reforça as orientações de cuidado no descarte de objetos e a atenção para que se evite a formação de focos do mosquito, mantendo em todos os espaços os mesmos valiosos cuidados que temos em casa. Afinal, a responsabilidade no combate à proliferação do mosquito é de todos.

Faz parte desta ação campanha desenvolvida pela Secretaria de Comunicação da Universidade para o esclarecimento e sensibilização de toda a comunidade acadêmica em relação às medidas de prevenção ao mosquito e às graves doenças que ele pode transmitir.

A Pró-reitoria de Logística e Infraestrutura (Proinfra) intensificou o trabalho de observação e atuação para impedir quaisquer situações que possam favorecer o aparecimento de focos do Aedes aegypti nos campi e Unidades.

A equipe da Divisão de Obras, sob orientação do funcionário Rômulo Teixeira de Matos, promoveu mutirões com as equipes de jardinagem para identificar e eliminar possíveis focos nos gramados e jardins; mantém a limpeza e dosagem de cloro nos espelhos d'água do Centro de Espiritualidade Jesus Pão da Vida; reforçou a limpeza de calhas, canaletas de água pluvial, bandejas coletoras de água de geladeiras e de equipamentos de ar-condicionado, entre outras ações de prevenção.

Já o Setor de Patrimônio, Limpeza e Conservação, supervisionado pela funcionária Marileia Silva dos Santos Francisco, providenciou a venda de todas as sucatas acondicionadas nas áreas externas do Campus Coração Eucarístico. As equipes da Proinfra também participam de reuniões de diálogo diário de segurança (DDS), que têm o objetivo de sensibilizar os funcionários que atuam na limpeza e manutenção das instalações da Universidade para que fiquem atentos a possíveis riscos: água parada, vasos de plantas, calhas, coberturas de edificações, caixas d'água, descarte inadequado de copos, latinhas, tampas e quaisquer outros vasilhames que possam acumular água.

Sintomas

Os principais sintomas da intitulada dengue clássica são febre alta (acima de 38°C), dor no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas no corpo, dor de cabeça, falta de apetite, náuseas e prostração. Já a dengue grave ou hemorrágica tem os mesmos sintomas da clássica, mas pode evoluir para sangramentos e rompimentos de vasos superficiais da pele. As chances de desenvolver a dengue hemorrágica são maiores em indivíduos que já tenham contraído a doença antes.

Caso você desconfie que está com dengue, procure o serviço de saúde mais próximo. O diagnóstico da doença é laboratorial e apenas um profissional poderá dar as orientações adequadas. Além disso, a dengue é uma doença de notificação compulsória, ou seja, todo caso suspeito e/ou confirmado deve ser notificado ao Serviço de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Tratamento

Não existe uma medicação exclusiva para a dengue. Caso seja necessário, o médico pode receitar remédios para tratar os sintomas – lembre-se: não se automedique. Outras orientações incluem repouso e ingestão de líquidos.

Vacina

O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer a vacina contra dengue no sistema público de saúde. O imunizante foi aprovado pela Anvisa em março de 2023 e começará a ser distribuído em breve, inicialmente, para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. Esta faixa etária foi escolhida por ser o grupo que mais concentra hospitalizações pela doença. O esquema vacinal é de duas doses, com intervalo de três meses.

O laboratório fabricante, Takeda, afirmou que tem capacidade restrita no fornecimento de doses e, por isso, o Ministério da Saúde focou no público-alvo de 10 a 14 anos e também em regiões prioritárias. A vacina, Qdenga, estará disponível em 521 municípios de 16 estados, além do Distrito Federal. Em Minas Gerais, as cidades que receberão as doses são: Antônio Dias, Belo Horizonte, Belo Vale, Caeté, Coronel Fabriciano, Córrego Novo, Dionísio, Jaboticatubas, Marliéria, Moeda, Nova Lima, Nova União, Pingo-d'Água, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Sabará, Santa Luzia, Santa Maria de Itabira, Taquaraçu de Minas e Timóteo. Confira a lista completa.

O imunizante também está disponível na rede particular e a dose pode chegar a até R$ 500. Valores e disponibilidade podem ser consultados diretamente com laboratórios e farmácias.

A vacinação é indicada mesmo para quem já teve dengue, pois imuniza contra os quatro sorotipos. No caso da aplicação da dose em rede particular, o fabricante afirma que a vacina pode ser recebida por pessoas de quatro a 60 anos. Maiores de 60 anos precisam de uma autorização médica. Gestantes e lactantes não podem ser imunizadas. 



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