Projeto propõe educação em saúde em instituições para idosos

A pandemia da COVID-19 colocou em destaque a preocupação com os idosos, devido ao potencial risco de agravamento da doença nesta população. Buscando auxiliar nas ações estratégicas e protocolos práticos em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), os cursos de Medicina e Fisioterapia da PUC Minas desenvolveram o projeto de extensão Ações de Prevenção do Coronavírus e outras Doenças Transmissíveis em ILPIs: ferramentas para educação em saúde. A expectativa é que cerca de 4 mil idosos e mil profissionais sejam diretamente beneficiados.

Estão à frente do projeto as professoras Natália de Cássia Horta, do Curso de Medicina e Enfermagem, e Tatiana Teixeira Barral, do Curso de Fisioterapia, que já desenvolvem pesquisas acerca da temática da qualidade de vida de idosos residentes em instituições desde o ano de 2014. Também colaboram com o projeto os professores Henrique Leonardo Guerra, coordenador do Curso de Medicina da PUC Minas Betim e Cleia Amaral, do Curso de Sistemas de Informações. Além dos professores, 15 extensionistas dos cursos de Biomedicina, Enfermagem, Fisioterapia, Medicina e Sistemas de Informação fazem parte do projeto. "O desenvolvimento do projeto se faz importante considerando a vulnerabilidade dos idosos institucionalizados, muitas vezes física, mas também emocional (principalmente devido o isolamento social), além da infraestrutura desses locais, e, ainda, a rotatividade de profissionais que ali atuam", aponta a professora Natália de Cássia Horta. "O objetivo não é expor as falhas existentes, mas, sim, contribuir neste momento com as instituições, principalmente com as filantrópicas, já que não dispõe de muitos recursos", enfatiza.

O projeto está realizando um levantamento das ações preventivas e medidas de precaução adotadas em relação ao novo coronavírus e demais doenças transmissíveis em instituições  de Betim e Contagem prioritariamente, além de demandas de outros municípios, indicadas pela Frente Nacional de Fortalecimento de ILPIs e pela coordenação de Direitos da Pessoa Idosa da Secretaria de Desenvolvimento de Minas Gerais. "Além de atividades, vamos trabalhar em cima de dúvidas dos profissionais da linha de frente das instituições contactadas. Eles nos enviarão as dúvidas, e, nós, as responderemos por meio de vídeos, que serão disponibilizados em redes sociais", aponta a professora Natália Horta.

As instituições receberam atividades de promoção de diminuição do risco de contaminação por meio de alimentos, bem como o incentivo ao consumo de alimentos importantes para o sistema imunológico; a educação em saúde para a qualificação do cuidado aos idosos com foco na prevenção da Covid-19; as estratégias de socialização dos idosos e sua rede sociofamiliar; além de implementação de ferramentas tecnológicas para o cumprimento das ações recomendadas pelos órgãos governamentais.  "Todas as ações serão alinhadas com as referências técnicas das gestões municipais de saúde. E, além da educação em saúde, queremos também estimular que os idosos expressem suas preferências, sugestões e ideias, bem como o desejo de contato com sua rede sociofamiliar para que seja oportunizada essa interlocução por meio de ferramentas virtuais", reforça a professora Tatiana Teixeira Barral.

Frente Nacional das ILPIs

A professora Natália Horta é colaboradora da Frente Nacional de Fortalecimento das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), que tem como participantes, em âmbito nacional, vários especialistas em envelhecimento. O objetivo do grupo é discutir e propor ações e orientações para o enfrentamento da pandemia nas ILPIs. A Frente Nacional apresentou no dia 5 de maio à Comissão Externa da Câmara dos Deputados relatório técnico com propostas de ações e alocação de recursos pelas esferas responsáveis no enfrentamento da pandemia de Covid-19 nas ILPIs.