​Professor José Albino, coordenador do Núcleo de Economia Criativa da PUC Master


José Coelho de Andrade Albino, graduado em Administração com Habilitação em Comércio Exterior pela Faculdade de Ciências Gerenciais da Una(1987), possui especialização em Lato Sensu em Semiótica e Teorias do Discurso pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais(1993) e mestrado em Administração pelo Centro de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração(2007). Atualmente, é Professor de vários cursos da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e Consultor da BGM.

O que é Economia Criativa e qual sua importância? 

Economia Criativa, termo cunhado pelo empresário de mídia e consultor inglês John Howkins no livro “Economia Criativa, Como Ganhar Dinheiro a partir de Ideias”, engloba atividades econômicas em três setores: (a) as artes e o patrimônio cultural, como cinema, performance, moda, fotografia etc; (b) as indústrias da mídia e do entretenimento e (c) os serviços criativos business-to-business, como o design e a publicidade, por exemplo. Envolve todos os profissionais e atividades econômicas ligadas à criação, produção e distribuição de produtos e serviços, que usam o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos.

Quais os desafios e as dificuldades dos profissionais da Economia Criativa? E as vantagens competitivas?

Quando se fala de Economia Criativa, cada país é diferente, cada mercado é especial e cada produto criativo possui seu valor e especificidades. Em função disso, apesar do efetivo potencial de crescimento das Indústrias Criativas, alguns obstáculos têm impedido sua expansão: baixa disponibilidade de recursos financeiros para o financiamento de negócios; baixa capacitação dos agentes atuantes nas cadeias produtivas; pouca infraestrutura, especialmente no que se refere à distribuição e à difusão de seus bens e serviços, dentre outros.

Os principais desafios para os profissionais que atuam ou desejam atuar nesta área relacionam ao imperativo ​de conseguir compatibilizar:

​​a expressão de valores artísticos com a viabilização econômico-financeira dos seus produtos e/ou projetos; 

a busca por inovações que diferenciem seus produtos, mas que, ao mesmo tempo, não os tornem fundamentalmente diferentes de outros da mesma categoria a fim de não espantar os consumidores menos inovadores; 

 o uso de equipe polivalente e o estímulo e reconhecimento dos talentos individuais; 

a necessidade de analisar e atender a demanda existente e, ao mesmo tempo, usar a imaginação para expandir, transformar ou criar mercados 

a necessidade de equilibrar as vantagens da integração vertical (controle sobre todas as fases do processo produtivo e de comercialização) e a necessidade de manter vitalidade criativa por meio da especialização flexível.

Neste contexto, muitos profissionais, ao tentar viabilizar economicamente suas iniciativas, acabam utilizando métodos tradicionais de competição e gestão, gerando desgaste e ineficácia.  Visando reverter esta situação, o IEC/PUC Master decidiu criar o núcleo de cursos voltados para a Economia Criativa.

Quais as diferenças entre cursos tradicionais e os cursos focados em Economia Criativa da PUC Minas?

No Brasil, a PUC é pioneira ao ofertar cursos de pós-graduação abordando temáticas emergentes de cunho transdisciplinar e com foco profissionalizante.

Muitas instituições de ensino superior trazem profissionais do mercado para repassar melhores práticas por meio de workshops, oficinas e cursos de férias. Outras oferecem cursos consistentes do ponto de vista acadêmico, mas sem aderência com o mercado. Há, ainda, aquelas que primam por ofertar cursos sobre assuntos que estão em voga em determinadas épocas, que, na maioria das vezes, abordam, por meio de novas roupagens, temas há muito consagrados. Só a PUC Master visa gerar conteúdo e produtos de conhecimento, assim como novas práticas profissionais e modelos de negócios, capazes de responder a um mercado global, interconectado e cada vez mais volátil. 

Neste contexto, cabe destacar o formato e o conteúdo inovador dos PDPs (Programa de Desenvolvimento Profissional) ofertados pela PUC Master. Trata-se de curso de pós-graduação do tipo aperfeiçoamento, com duração de um ano, com aulas acontecendo uma vez por semana. Abordam temas emergentes, a partir de uma abordagem consistente do ponto de vista acadêmico e profissionalizante do ponto de vista do mercado. Em função disso, o corpo docente do curso alia professores pesquisadores altamente qualificados a profissionais do mercado com perfil empreendedor e inovador, que já estejam experimentando, em sua práticas profissionais, as temáticas abordadas nos cursos. Como exemplo temos o MA em Estudos no Campo da Performance, coordenado por Paola Retori, bailarina e coreógrafa, professora do CEFAR/MG – Palácio das Artes, assim como os PDPs: (a) Fotografia, Arte e Cultura, coordenado por Guto Muniz; publicitário e fotógrafo especializado na coberto de eventos culturais como, por exemplo, FIT BH, Festival Mundial de Circo, dentre outros; (b) Inovação e Design, coordenado por Cynthia Massote, sócia da Hardy Design, em associação com Júlio César do Carmo, sócio-fundador da DesignThinkersGroup Brasil e da Voël e (c)  Cinema na Primeira Pessoa, coordenado pela professora Beth Miranda da PUC Minas, sócia da produtora Arquipélago Audiovisual e jurada de festivais como a Mostra de Cinema de Tiradentes.

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